Construir novos designios para Angola nossa terra

CONSTRUIR NOVOS DESÍGNIOS PARA ANGOLA nossa terra!

CAÇAR SORRISOS, ESPERANÇA E UM FUTURO

Vivemos hoje um período em que não é nítida nem se discute, de forma sistémica, a visão que temos para o País e para cada Província.

Durante a guerra de libertação, este povo teve como eixo de acção os três Ls: “Libertar, Legitimar e Levantar”. Hoje, não está definido e consensualizado o novo eixo de acção, que, em nosso entender passa pelos três Ms; Mudança, Maturidade e Maioridade; e pelos três Cs; Consenso, Cidadania e Confirmação.

A discussão e definição de um desígnio para o País é essencial pois fornecerá as directrizes orientadoras das várias políticas nacionais de desenvolvimento económico, social e cultural, alavancando as actividades dos diversos actores nacionais e internacionais, devidamente enquadrados, evitando a indução de factores desviantes.

Assim, poderemos criar espaço e um papel para a Assembleia Nacional, os Partidos Políticos, as Universidades, os media e outros actores que se assumam como motores da dinamização e discussão nacional, séria, aberta e pedagógica sobre o futuro desejado.

Passados trinta e dois anos sobre a independência do nosso País, o principal legado material do sistema de gestão da Nação, é a esperança num futuro assente na Paz e em que a cidadania e a mudança emergem como valores-pilares da construção de um novo paradigma de gestão do Estado, e organização do País.

Desde o início da vigência do regime pós-independência, o sistema caracterizou-se por ser reactivo e fechado, com algumas excepções incipientes.

De noventa e dois para cá, vivemos num regime que apelidaria de pré-democrático, que registando alguns progressos positivos, temos a percepção de que estamos ainda longe do nível desejado de consciência e exigência pública de:

- Consenso nacional relativamente aos pilares inabaláveis de desenvolvimento do país, que devem ser respeitados por todas as forças políticas e civis.

- Exercício da cidadania, traduzida na participação responsável de todos na construção do desígnio consensualizado, e na construção do valor social da equidade.

Importa “caçar sorrisos”, no sentido de “engravidar” o País de esperança e vontade de construção de um futuro NOSSO, ainda nosso e não já só para os nossos descendentes.

Importa revisitar os caminhos da boa memória da “Grande Angola”.

“Caçar esperança” passa por divulgar intensamente a “bandeira” que sirva para comunicar o Sonho para o País e nomear o projecto de operacionalização desse sonho.

Passa também pela empresarialização da economia nacional; para que esta possa integrar positivamente os actores da globalização, nomeadamente as empresas transnacionais, que tendem a afirmar uma identidade própria, muitas vezes formadoras de novas atitudes de funcionários e consumidores; pela Habilitação em massa do capital humano, para que as empresas nacionais e transnacionais encontrem recursos humanos no País, promovendo a sua contratação, diminuindo assim o desemprego e a instabilidade social resultante.

Finalmente ordenar e promover o repovoamento do País, baixando a “carga” demográfica sobre as principais cidades nacionais.

“Caçar esperança” é equacionar o posicionamento do País num contexto dominado pela emergência de um novo centro de gravidade da economia mundial, definido pela China e pela Índia, que conjuntamente representam mais de 1/3, trinta e cinco por cento da população mundial, o equivalente a 2,4 biliões de habitantes (1,3 biliões a China e 1,1 a Índia), manifestamente um mercado de dimensões apetecíveis, onde as oportunidades de negócio parecem ser significativas.

Que dimensão tem o mercado angolano? Que poder de compra têm os angolanos? Que massa consumista temos, com os índices de desemprego e consequente pobreza registados?

Desta forma, o centro de interesse são as actividades básicas, sendo que a perspectiva é a da oportunidade. Como garantir a permanência e a sustentabilidade? Só apostando na elevação do nível de vida dos angolanos e isso passa pela Habilitação.

Façamos o seguinte exercício:Pensemos no mercado de clientes dos restaurantes, esplanadas, etc de Luanda. Qual o perfil e a percentagem de frequentadores? Qual a percentagem de angolanos nessa quota de mercado? Os estrangeiros estão em maioria, mas estão de passagem ou manifestam intenção de se fixarem no País?

O resultado, talvez seja a constatação de que o nível de vida da maior parte dos angolanos é baixo e a perspectiva de melhoria é frágil.Para ser sustentável o mercado angolano tem que apresentar escala, pelo que a liderança na criação de um espaço-mercado alargado é a infra-estrutura para a construção da sustentabilidade competitiva.

Recordo que o emergente centro de gravidade da economia mundial é um espaço-mercado que integra vários países, onde pontificam a China e a Índia.

Para começarmos a “caçar sorrisos e esperança” é importante criar um espaço nacional onde a Sociedade Civil comece a construir os Novos Desígnios para o País, contribuindo decisivamente para o “parto” da gravidez de esperança, de que venha a nascer uma Angola, marca de orgulho e de bem-estar social dos angolanos.

Peixoto Alves

~ por Peixoto Alves em Fevereiro 10, 2008.

2 Respostas to “Construir novos designios para Angola nossa terra”

  1. Fantástico!!! nossos afinal pensam muito bem. Angola precisa de gente assim. Vamos continuar a falar assim !!!!
    Obrigado.

  2. Estamos a digerir tudo. Breve vai ter mais comentários.

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