ANGOLA: O Novo Desenvolvimento
O caminho do Pós-Subdesenvolvimento
Neste artigo pretendemos explicitar a ambição de construção de um exemplo de sociedade organizada em rede e a caminho da concretização de um novo paradigma estratégico: a construção da “sociedade da vantagem MultiCULTURAL”.
Esta ideia do Novo Desenvolvimento, assume-se como um Manifesto de Posicionamento, relativamente à tendência que deve marcar a organização do Estado, da Sociedade e do Território, corporizando a promessa da chuva de liberdade e esperança, com que a Independência primeiro, e a Paz depois, “engravidaram” esta terra.
Daqui nascerá o Novo Desenvolvimento, ou o Pós-subdesenvolvimento.
Assim, a equidade e o conhecimento serão as novas marcas para o território angolano.
Este investimento implica um novo Paradigma de leitura e o consequente ordenamento dos “territórios”, social, cultural, económico, político e físico.
Este novo paradigma assenta num investimento na instalação de motores de desenvolvimento no interior, universidades, “clusters” estratégicos e projectos mobilizadores, criadores de riqueza e fixadores de valor.
São estas as variáveis do pós-subdesenvolvimento, em que o intellingence thinking e a criatividade estratégica são os atributos diferenciadores e construtores.
Têm sido criados alguns projectos interessantes e até mobilizadores como o CAN-2010, mas o que nos deve inquietar é a sustentabilidade dos mesmos.

Nesta matéria, recordamos o caso de Sevilha, em que o pós-EXPO se traduziu num fracasso, sendo que a lição retirada permitiu uma EXPO-98, em Lisboa, de sucesso e geradora de impactos continuados na componente turística, e de qualificação de uma nova centralidade funcional e residencial na Capital Portuguesa.
Voltando a Angola, apesar dos projectos anteriormente explicitados, continua a faltar o quadro global de bordo, a matriz estratégica que enquadre a leitura do caminho que o País e os “territórios” nacionais devem seguir.
É esse o papel do Intelligence Thinking : organizar a articulação dos actores, conformar vontades estratégicas, focalizar níveis de aposta e equilibrar a inovação e a eficiência racional. Estamos perante um desafio aliciante, que dará do País uma imagem de maioridade no contexto africano e mundial.
Mas a chave do Novo Desenvolvimento, são as pessoas, os angolanos. Habilitar a nossa gente para que seja uma referência de verdadeiros cidadãos do conhecimento, da solidariedade e da vontade. Sentirem-se protagonistas activos de um projecto colectivo que visa a construção de uma Angola pós-subdesenvolvimento, ou seja o centro de um Novo Desenvolvimento de matriz Africana.
Lendo recentemente um artigo jornalístico num media angolano, constatei com satisfação que o governo se empenha na construção de uma sociedade do conhecimento, apoiada no alargamento da introdução das novas tecnologias na governança e no dia à dia dos cidadãos. Bem-haja pela decisão!
No registo anterior, foi também aprovado o licenciamento de novas Instituições de Ensino Superior. Estamos a caminhar no bom sentido, mas é preciso que estas iniciativas se enquadrem no quadro global de orientação para o País, pois não sendo assim, poderemos cair em desarticulações desestruturadoras.
Registo a existência, clara, de uma nova atitude, de uma nova vontade dos dirigentes, mas falta dar sentido estratégico a tudo isto. Dar-lhe um sentido vinculador de mobilização global, traduzido num projecto colectivo de e para os angolanos.
Falta-nos uma nova MARCA de País (vide P. Alves, in Revista Executivo, nº15, Ano 3).
Esta Marca deve assentar numa vantagem competitiva de Angola, clara, forte e estruturante, ou seja, precisamos de apostar em competências centrais do País, desenvolvendo uma cultura nacional de liberdade, rigor e eficiência competitiva e de produtividade.
Fonte: Imagens cedidas pelo Engº Victor Dias
Estes atributos serão o vector central da qualificação estratégica de um País de turismo, da indústria e celeiro da África Austral.
No contexto Europeu, são repetidamente referidos os casos da Irlanda e da Finlândia como autênticos milagres e exemplos de sucesso, mas o milagre assenta numa aposta transversal da sociedade, nas últimas décadas, nos seguintes factores críticos de sucesso estratégico: a educação e a ciência e tecnologia como factor de inovação e conhecimento.
Resumindo, apostaram no Paradigma do Conhecimento como Capital Estratégico! Com esta referência, não queremos indicar o mesmo modus operandi para Angola, pois para realidades, actores e “territórios” diferentes, devemos operar de acordo com as especificidades em presença. A aposta deve ser no Intellingence thinking.
O desígnio da Habilitação.
Angola necessita de uma “Estratégia Habilitacional”
Nesta fase do ciclo de vida do País, a Habilitação científica, profissional e ética, deve ser a “grande ideia” para a dinamização do desenvolvimento.
O País tem que ser uma “Grande Escola”, e os dirigentes políticos, culturais e empresariais os melhores professores e aprendizes. É fundamental aliar esta visão à construção da Associação de Países da “vantagem MultiCULTURAL” da cultura empresarial, institucional, social, etc; tendo em conta que esta é o verdadeiro “gene” da globalização. Nascerá assim, a “Associação para o Novo Desenvolvimento Estratégico”, operacionalizada na Associação dos Países ou Cidades Capitais do eixo Euro-Afro- Hispânico (vide P. Alves, in Revista Executivo, nº16, Ano 3).
É fundamental incutir nos jovens uma cultura de pró-actvidade e empreendedorismo face aos desafios da mudança suscitada pela tendência para a organização da “Sociedade em Rede”, que o eixo Euro-Afro-Hispânico bem traduz e concretiza, e que assume o carácter de instrumento crítico de construção da modernidade. Esta nova dimensão da construção da modernidade, apela a mecanismos que façam face à necessidade de adaptação às mudanças induzidas pela globalização de ideias, negócios e vivências.
Assim, o País-Escola, configura uma abordagem sustentável desta mudança estratégica que o País precisa.
Mas, esta mudança deve ser feita com, e para os Angolanos, enquanto parte dessa “Associação da vantagem MultiCULTURAL Estratégica”.
O citado desígnio da Habilitação, deve introduzir uma orientação para o valor. O valor da “vantagem MultiCULTURAL Estratégica”, o valor do Homem Angolano num contexto multi-nacionalidades, resultante do Eixo Euro-Afro-Hispânico, e o valor do centro de competências em que a País se deve transformar. O objectivo deve ser a criação, produção e afirmação no referido Eixo, desta Marca-Valor em que o País se constituirá.
A cooperação estratégica entre regiões (Europa, África e América) constitui o alicerce para a construção das vantagens competitivas, que podem diferenciar Angola no contexto competitivo Global, face à Ásia e ao Leste Europeu.
Se não se seguir este caminho, corremos o risco de alienar o “capital de vontade” de construção de valor social, enquanto alavanca de reconstrução do País, numa perspectiva sustentável e vencedora.
Angola não pode continuar a concentrar a sua população no litoral, precisa de introduzir factores de fixação de gente no interior, combatendo a sua desertificação e potenciando a atracção de investimento, afirmando uma política marcante de confirmação de uma atitude estratégica consistente.
A construção do Eixo Euro-Afro-Hispânico funcionará como mola fundamental para a concretização desta ideia, pois o Leste de Angola constituir-se-á como plataforma fundamental para a ligação ao centro de África e à linha Atlântica constituinte do Eixo. Sem isto, não será possível conceber uma aposta forte na competitividade estratégica do País e do Eixo, visto que a coesão territorial do mesmo e do País, é um factor crítico para o desempenho dessa função no contexto em causa.
Mas não esqueçamos que o papel das pessoas é fundamental, diria mesmo decisivo, pois são estas que vão dar sentido às vantagens competitivas da sociedade organizada em rede, a “Sociedade da vantagem MultiCULTURAL Estratégica”.
Assim, construiremos a Angola do Novo Desenvolvimento, ou a Angola Pós-terceiro mundista.
Estaremos a construir o Farol da Nova África.
Vamos acender a luz?
Aqui vos espero, para desenharmos um caminho luminoso rumo ao Pós-Subdesenvolvimento! !
Peixoto Alves













Estamos no caminho certo. Esta terra preciso de gente como o brother. Vamos lá, Anogola tem que ser melhor.
Considero um artigo de muito alta qualidade no seu conteudo e forma.
Como angolano auguro o maior sucesso para este bolg.
Parabéns ao kamba Peixoto Alves.
Meu compatriota, isto melhorou muito e torna mais clara a leitura. Parabéns.
Caro amigo Peixoto Alves(permita-me a petulância de o tratar desta forma)
Em primeiro lugar, queria agradecer a sua visita e a mensagem deixada por si, no meu espaço.Agradeço a sua visita e participação no mesmo.Será sempre um prazer, recebê-lo.
Em segundo lugar, permita-me que deixe aqui expresso públicamente neste espaço, a excelente qualidade dos artigos expostos, e a sua respectiva visão sobre os mesmos.Angola necessita de pessoas com a sua qualidade e visão.
Não conhecia este espaço.Os meus sinceros parabéns.Já o anexei, como um local recomendável, para todos os angolanos ou para aqueles que se interessam por Angola.
Continue o seu trabalho, porque Angola e eu principalmente como angolana, necessitamos de pessoas com a sua qualidade, para melhor podermos servir a terra que nos viu nascer.
Um kandando
Felicidades
Cazimar
Caro compatriota
Depois de uma leitura atenta e repetida dos textos aqui publicados, não posso deixar de manifestar a minha satisfação pela forma clarividente, objectiva e um tanto ou quanto sonhadora do seu pensamento. Creio mesmo poder encontrar um sentido de missão que, enquanto angolano só valoriza o seu trabalho e como não podia deixar de ser, valoriza-o igualmente a si.
Angola precisa de todos os seus filhos mas, especialmente nesta fase, dos que têm a capacidade de pensar o futuro.
De homens como o meu compatriota e do espaço que lhes estiver reservado, depende a qualidade do país que vamos construir. Pensemos em grande, porque grande é o nosso país e o nosso povo, mas com método e saber, para não hipotecarmos a qualidade de vida dos nossos filhos.
Saibam os nossos dirigentes entender a sua mensagem para a construção de um país sustentado e equilibrado e não tenho dúvidas, de que dentro de 15 anos seremos a maior potência de África. Maior em tudo, nomeadamente na qualidade de vida dos seus cidadãos. Qualidade de vida que, só será efectiva se resultar de um equilíbrio nos investimentos, nomeadamente na educação, na criação de emprego e na saúde. Continue e se possível, regresse e implemente. Angola não deixará de reconhecer o seu contributo.
Aquele Kandando
carissimo amigo muito obrigado pelo seu comentario deixado no uigecentrico.blogspot.com.
li com muita atencao os seus artigos, e´por isso que quanto mais cedo vou adiciona-la entre os meus blogs preferidos.
por se gostaram do uigecentrico faca o mesmo, para criar uma grande familia de blogs angolanos
Prezado PAlves, acabei conhecendo o seu blog. Estou encantado com o que vi. Muito conteúdo enriquecedor. Você ganhou um novo leitor. Agradeço à sua visita ao nosso blog e, principalemnte, ter deixado um rastro. Ja acrescentei o MaisAngola na lista dos meus favoritos também. Os meus parabénss por este blog, trabalho, ideias, textos claros, objetivos, enfim. É tudo que precisamos como já abordei anteriormente sobre a necessidade de termos mais blogueiros ( http://cangue.blogspot.com/2008/02/blogueiros-de-angola-levantemos-nossas.html )
Sucessos
Cangue
Feliciano cangue
gostei muit deste pequeno comentario, que nos da a conhecer mais a cerca das evoluiçoes do nosso pais, saber o que o nosso governo pretende faser futuramente com o nosso pais, porque nos os estudantes angolanos, que no monento nos encontramos fora do pais a estudar, para poder dar uma futuro melhor ao nosso pais. visto quw futuramente este pais vai nos pertencer, e para poder dominar bem o pais de uma forma positiva, temos que estudar.
Parabéns pelo artigo. É pertinente, temporal e, talvez mais importante, real. Apaixonado por Angola (sou mais um Português que espera visitar o Pais em breve no âmbito de uma iniciativa de discussão académica em Competitive Intelligence & Guerra da Informação), espero que o futuro do país se paute pelos principios e saberes explanados no Artigo, pois esse é o CAMINHO. Angola tem todas as condições (humanas, monetárias e físicas) para se tornar num dos melhores países do mundo, tanto a nível de riqueza como cultural. O carinho afável que o povo Angolano apresenta é, na minha opinião, a maior vantagem competitiva quando falamos de Turismo. As experiências produzidas aos turistas pelo CALOR de Angola, deve ser a capacidade atractiva do Turismo em Angola. Enfim, é apenas a minha opinião.
Um desenvolvimento sustentável, baseado no conhecimento e nas lições aprendidas, deve ser o caminho de todas as organizações de sucesso. Responder cada vez mais rápido às ameaças é o segredo para manter o sucesso. Para isso, o conhecimento de uma sociedade centrado em rede é, sem dúvida, uma das ferramentas que pode ajudar a manter esse sucesso.
Mais uma vez Parabéns ao autor pelo Artigo e Força Angola, já que vejo o meu país(Portugal) a cair cada vez mais, ao menos tenho o prazer de ver Angola a tornar-se naquilo para que foi talhada (uma grande potência mundial).
Estamos juntos!
NSR
ESCLARÇO QUE SOU CONTRA O DESENVOLVIMENTO CITADINO PER SI, POIS GERA AMBIÇÕES EGOCENTRICAS MOTORAS DE GUERRA EM TODOS OS SENTIDOS. ASSIM UMA ACTIVIDADE SEMPRE LIGADA À RURALIDADE SUSTENTADA NAS PESSOAS E NO SEU QUOTIDIANO, COMO A NORUEGA E SUÉCIA, QUE SEM PRESSA DIVERSSIFICAM AS SUAS ACTIVIDADE E NÃO SÕA FRUTO DAS AMBIÇÕES DE OUTROS PAISES E PORTANTO TRAZEM DIVIDAS PARA QUE OUTROS POSSAM PAGAR, CRIANDO CRISES IRREAIS INSUSTENTABILIDADES A MEDIO E LONGO PRAZO, DESPRESO PELO PRESENTE E SÓ QUERENDO NOVIDADES. NÃO VÃO PAR AÍ EM TURISMOS DE TURISMOS DE FUGA EM FUGA DE EXPLORADORES SOBRE EXPLORADOS DELIBERTADORES PELA TECNOLOGIA SEM NADA PARA COMER E GOZAR COM A NATUREZA, É PRECISO NÃO TER PRESSA, PORTANTO DE ANGOLA AUTO-CONTROLAR-SE NAS SUAS AMBIÇÕES SERÁ MAIOR QUE SI MESMA ARRASTANDO PARA A SUSTENTABILIDADE OUTA REGIÕES SENÃO SERÁ PEÃO DA GUERRA DOS GRANDES EM QUE SERÁ SEMPRE A ORIGEM DOS PRODUTS BÁSICO, NOMEADAMENTE MÃO DE OBRA BARATA.
Angola está a crescer mais que qq outro pais atualmente mas…é preciso ter consciência sobre a gestão dos seus recursos…as riquesas de um pais é do povo… e são geridas pelo orgão politico que estam no poder mas com aval “voto” deles… venho chamar atenção que os beneficiados com essa riquesa de momento, são os que liderão o poder e os que não se importam de se deixar corromper por algumas megalhas…o povo grita de fome e de sede infelismente acontece nos nossos dias quando sabemos que nãoooo existe razão que justifique tamanha insustiça..podemos dizer é uma caricatura dos tempos modernos…
…os desgraçados não têm direitos?, ou são só deveres!!
Pobre são as pessoas que põem os seus interesses à frente de tudo e de todos, mesmo à frente da sua consiencia, só fome poder e ganançia e o povo? como fica??!!! Hà meus amigos. a utopia e grandiosidades são coisas de alguns…principalmente daqueles que numca trabalharam a serio…
Quem não sabe mandar não mande… pq nem todos nós temos jeito para tal…então colabora-se fazendo outras tarefas outros trabalhoas.
…pq hoje voçê pode estar bem, ter uma vida farta de riquesas…mas amanhã voçê pode ter uma doença e quem vai o ajudar, sabe quem é…o pobre, ou um dos seus inimigos, quem sabe…menos aqueles que hoje o levam ao colo e deem palmadinhas nas costas, alguns querem o seu lugar ou o seu salário…
Moral da história, Angola tem todas as condições mais que possiveis e suficientes para ser uma Grande e Nobre Nação…se não o fizer o seu povo não perdoará…pelo contrário será lembrdo nos prossímos 500 anos..
Que importa a cor, a raça, religião ou tribalismo…alguém que me explique se existe alguum super-Homem…não, porque não existe…todos nós somos iguais… o que existe são preconceitos, baixa autoestima, duvidas, insegurança,falta de pertença, falta de crença (ter uma religião)…sociadades mal preparadas…
O sol quando nasce é para todos…alguns ficam privados da sua luz, da verdade….
Na casa de segos quem tem Um Olho, é rei…
A multiculturalidade só trás vantagens se toda a comunidade social se entenderem…para tal é necesario que todos sintam uteis isto que poderam ter trabalho, um salário compativel com a sua tarefa, descontos, e os filhos frequentarem escola e terem as mesmas oportunidades… as pessoas em geral, gostam de ver a sua cultura valorizada atraves de livros, desfiles,..etc.~
como angola quer dar um passo longo, na area do turismo… poderiam criar um desfil, numa determinada data do ano em Luanda ou noutra cidade.. o efeito desse desfil teria que ter dois objectivos: o Interno de aproximação e entendimento e ludica, dar uma picada de concorrencia entre eles.
o externo – conquistar turistas, atraves dos seu ritos, tradições,habitos.
As pessoas adaptam-se e moldeiam-se ao sabor dos habientes e dos habitas,porque estes já cá estavam antes de nós….